Conhecer o Boticas Parque
Um espaço com vida e história que vale a pena conhecer
1950
A casa do Guarda-florestal foi a primeira a ser construída, por volta do ano de 1950, sendo também nessa década que se iniciaram os trabalhos no Viveiro Florestal, responsabilidade dos Antigos Serviços Florestais. No Viveiro eram plantados bétulas, carvalhos, castanheiros, nogueiras, assim como a sua principal espécie, o pinheiro.
1975
O Posto Aquícola de Boticas entrou em funcionamento, a cargo dos Serviços Florestais, pois a população de Boticas, à semelhança de outras regiões do interior do país, não tinha acesso fácil a peixe fresco uma vez que, devido aos caminhos escassos, demorava muito tempo a chegar a estas terras. Assim, o objetivo principal deste Viveiro das Trutas, talvez um dos primeiros de Portugal, era para que a população do concelho de Boticas e concelhos limítrofes pudessem adquirir, mais facilmente e regularmente, peixe de qualidade e da região.
1990
Mais tarde, por volta da década de 90, as pessoas tinham primeiro que se deslocar à “Administração Florestal”, no centro da vila de Boticas, onde procediam ao pagamento da quantidade de trutas que desejavam. Depois mediante a apresentação de uma “Guia”, levantavam o peixe que haviam comprado. Este modo de funcionamento manteve-se por muito tempo, mesmo depois do Viveiro ter passado para a responsabilidade do ICNF.
2008
O Posto Aquícola de Beça foi intervencionado e a extinta Autoridade Florestal Nacional (agora ICNF) cedeu-o ao Município de Boticas, assim como todos os edifícios nele incorporados, bem como as edificações e a casa florestal da Relva para o desenvolvimento do Projeto “Boticas Parque – Natureza e Biodiversidade”.
2010
Foram também realizadas várias obras em todo o Viveiro Florestal, tendo esta área sido reformulada e reconstruída para o que conhecemos hoje.
2014
O ICNF concedeu a utilização e exploração do Posto Aquícola do Beça e espaço florestal envolvente ao Município de Boticas, reconhecendo o notável trabalho da autarquia nas áreas de intervenção anteriormente cedidas, nomeadamente, em matéria de sustentabilidade ambiental, ordenamento do território e desenvolvimento económico local.
2021
Atualmente o Boticas Parque é propriedade da Autarquia, sendo as atividades de dinamização deste espaço da responsabilidade da Associação Ambiental e Cultural Celtiberus (AACC), através da celebração de um Acordo de Parceria. O Município de Boticas continua a vender trutas ao público e à restauração, assim como a desenvolver a atividade de criação de espécies aquícolas para o repovoamento dos rios.
Inauguração do CISA e do Centro de Reprodução do Mexilhão financiados pela Iberdrola com a cooperação da Câmara Municipal de Boticas.

VIVEIRO FLORESTAL DA RELVA
Em 1950 iniciaram-se os trabalhos no Viveiro Florestal. Inicialmente trabalhavam neste espaço cerca de 30 pessoas, tendo este número vindo a diminuir nos últimos anos de trabalho, até ficar ao abandono, por volta dos anos 80. Aqueles que aqui trabalhavam na altura contam sobre a beleza do espaço e rigor na simetria da plantação. As sementes dos carvalhos, castanheiros, pinheiros e nogueiras eram postas em silos, sendo depois escolhidas aquelas que já estavam a germinar para plantação.

POSTO AQUÍCOLA DA RELVA – VIVEIRO DE TRUTAS
Por volta do ano de 1975 as pessoas deslocavam-se a este Viveiro para comprarem o peixe. Mais tarde, contam os caseiros, que desde há 35 anos cuidam deste espaço -desde aproximadamente 1986, as pessoas tinham que primeiro deslocar-se à Vila de Boticas para comprar os quilos de truta e depois, mediante a apresentação de uma “Guia”, levantavam o peixe que haviam comprado. Este modo de funcionamento manteve-se por muito tempo, mesmo depois do Viveiro ter passado para a responsabilidade do ICNF.
Em 2008, o Posto Aquícola de Beça foi intervencionado no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio – Programa Operacional Pesca, Componente Pesca dos Programas Operacionais Regionais do Continente (Medida MARIS), tendo sido assegurado a comparticipação nacional pela extinta Direção Geral dos Recursos Florestais.
Em 20 de junho de 2009, a extinta Autoridade Florestal Nacional cedeu ao Município de Boticas o Posto Aquícola do Beça assim como os edifícios nele incorporados, bem como as edificações e a casa florestal da Relva para o desenvolvimento do Projeto “Boticas – Natureza e Biodiversidade”.
Em maio de 2014, o ICNF concedeu a exploração do Posto Aquícola do Beça e espaço florestal envolvente ao Município de Boticas, reconhecendo o notável trabalho da autarquia nas áreas de intervenção, nomeadamente, em matéria de sustentabilidade ambiental, ordenamento do território e desenvolvimento económico local.

Atualmente, o Município de Boticas continua a vender trutas ao público e à restauração e a desenvolver a atividade de criação de espécies aquícolas para o repovoamento dos rios, cumprindo escrupulosamente os objetivos e obrigações do projeto de requalificação e modernização do Posto Aquícola de Beça, no âmbito do Programa MARIS.
Mais recentemente foram otimizadas as potencialidades deste espaço, podendo os visitantes praticar a atividade de pesca desportiva, no Tanque de Pesca, e levar para casa as trutas que pescarem.

BOTICAS PARQUE – NATUREZA E BIODIVERSIDADE
No ano de 2010 foram realizadas obras em todo o Viveiro Florestal. Atualmente, o Boticas Parque é propriedade do Município de Boticas, mas as atividades de dinamização deste espaço são da responsabilidade da Associação Ambiental e Cultural Celtiberus (AACC), através da celebração de um Acordo de Parceria.
CASAS DO VIVEIRO FLORESTAL (ANTES E DEPOIS)
- Casa do guarda-florestal. Atualmente ainda habitada por um guarda-florestal.
- Antigamente Casa do Capataz, pessoa que ficava encarregada de gerir o Viveiro Florestal, nas ausências do Guarda-florestal. Atualmente chamada Administração, é o Edifício de apoio à gestão do Boticas Parque.
- Casa onde se arrecadavam as sementes das plantas, sendo também utilizada para arrumação de ferramentas e o escritório do chefe do Viveiro Florestal. Atualmente, o C.I.S.A.
- Forno, corte do porco, galinheiro e coelheira do Guarda-florestal. Atualmente mantém-se como forno e é um espaço de realização de atividades relacionadas com o fabrico do pão.
- Edifício atrás do forno, antigamente usado como galinheiro e coelheira para os residentes das outras casas (capataz, por exemplo). Atualmente, é utilizado como edifício de apoio à gestão do Boticas Parque.
- Casa da lenha e palha. Atualmente, é o Laboratório Ambiental.
- Corte do porco e galinheiro do tratador do gado. Atualmente, funciona como Casa das Máquinas.
- Estábulo e casa de habitação para o tratador do gado, o chamado Boieiro. Atualmente, é o auditório.
- O tanque, que existe à entrada do parque, era o que abastecia de água o espaço e permitia a rega de todo o viveiro florestal.
- A Eira situava-se em frente à casa do guarda-florestal (atual C.I.S.A.) e do forno, com uma forma ligeiramente oval, era o espaço onde colocavam as pinhas ao sol. Neste momento, não tem a mesma forma, tratando-se apenas de uma área arborizada.


